Caminhar garante continuidade de medidas de segurança para o pedestre

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O projeto de intervenção urbana temporária Caminhar Pinheiros será suspenso, nesta sexta-feira (15/02), após aprovação pela CET de ações testadas na Rua dos Pinheiros, entre as ruas Cônego Eugênio Leite e Joaquim Antunes. Os avanços de calçada junto às faixas de travessia de pedestres nos cruzamentos da Rua dos Pinheiros com a Cônego e a Joaquim receberão pintura permanente e balizadores, garantindo maior segurança nas travessias e reduzindo a exposição dos pedestres ao risco de atropelamento em cerca de 40%. A velocidade máxima adotada no perímetro da intervenção, de 40 km/h, será mantida e ampliada para toda a Rua dos Pinheiros, da Avenida Faria Lima até a Praça Portugal. Dezoito vagas de estacionamento rotativo que foram substituídas por áreas de circulação e convivência para os pedestres serão repostas, e o mobiliário e floreiras disponibilizados no local, retirados.

Legado do Festival Pinheiros – que fecha a Rua dos Pinheiros somente para pedestres duas vezes por ano -, o Caminhar Pinheiros teve início em 5/11/2018 e, em 10/12, foi prorrogado até 15/02. O projeto é uma parceria inovadora entre sociedade civil organizada, Poder Público e iniciativa privada. A ação foi proposta pelo Coletivo Pinheiros, associação de comerciantes da Rua dos Pinheiros, a partir de projeto urbanístico desenvolvido segundo as diretrizes do Estatuto do Pedestre (Lei 16.673/2017) pelos escritórios Boldarini Arquitetos Associados e PS.2 Design e pelo vereador José Police Neto, autor do estatuto. A intervenção conta ainda com o apoio dos órgãos públicos Subprefeitura de Pinheiros e CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), da Iniciativa Bloomberg para a Segurança Global no Trânsito e patrocínio da empresa de mobilidade urbana 99.

Além da ampliação das esquinas nas faixas de travessia e da redução da velocidade máxima, agora ações definitivas, o projeto substituiu 18 vagas de estacionamento rotativo (zona azul) por ampliação das calçadas nos dois lados da Rua dos Pinheiros (entre Cônego Eugênio Leite e Joaquim Antunes), preservando as vagas especiais (idoso e PCD) e delimitando espaço exclusivo para carga e descarga. Ao longo dessas faixas pintadas com grafismo criado especialmente para o projeto, foram instalados bancos e floreiras, delimitando área de circulação, descanso e convivência para quem anda a pé.

A CET pretende implementar a alteração na velocidade máxima para 40 km/h após o Carnaval, adequando radares e sinalização. A pintura definitiva e balizadores nas esquinas devem ser aplicados ainda neste semestre com recursos de emenda parlamentar do vereador Police Neto.

Também após o Carnaval, os organizadores da intervenção vão debater a elaboração de novos testes com foco em outras esquinas ao longo da Rua dos Pinheiros. A própria CET realizou testes provisórios nas esquinas da Mateus Grou e da Fradique Coutinho (ao lado da estação de Metrô homônima) e autorizou a pintura definitiva em ambas. Na próxima fase, que depende de novo financiamento a ser captado, todos os cruzamentos da Pinheiros entre a Faria Lima e a Praça Portugal devem ser avaliados. Alguns deles já estão sendo considerados para possíveis testes, nas ruas Virgílio de Carvalho Pinto e Francisco Leitão.

Os novos testes também serão elaborados após balanço completo de Audiência Pública realizada em 7/02, reunião com o Conselho Participativo de Pinheiros e avaliações de moradores, que reivindicaram maior representatividade e interferência nos rumos do projeto. Por exemplo, os organizadores propuseram a construção de lombofaixa (travessia elevada) na Rua dos Pinheiros, antes da Joaquim Antunes, mas algumas associações de moradores sugerem a instalação de um semáforo no local.

Paralelamente, os organizadores têm cobrado a regularização de valets e TPUs (Termos de Permissão de Uso) no perímetro original do projeto, que equivale a cerca de 700 m2.

De acordo com análise da CET, a intervenção não causou impacto significativo na fluidez do trânsito. Ainda assim, a região foi atingida diretamente pela interdição do viaduto na Marginal Pinheiros, próximo ao Ceagesp, em 15/11. Dados apresentados pela 99 mostram que, em média, para corridas com origem em Pinheiros, o atraso no deslocamento foi de 3%. Para corridas com destino a Pinheiros, o atraso chegou a 9%. Em média, as viagens realizadas por motoristas da 99 tornaram-se 3,8% mais lentas em toda a cidade.

Avaliação dos impactos
Levantamentos da Iniciativa Bloomberg para a Segurança Global no Trânsito e da CET indicam a aprovação do projeto pela maioria dos frequentadores da rua.

A CET realizou 471 entrevistas in loco. Entre os participantes da pesquisa, 79% frequenta a Rua dos Pinheiros pelo menos 3 vezes por semana; 67% trabalha na região e 27% são moradores. A maioria dos entrevistados (77%) disse ter gostado da intervenção temporária; 68% afirmou ter se sentido mais seguros com a pintura de avanço nas calçadas e 60% sentiu diferença no comportamento do motorista. Houve um empate técnico entre os entrevistados (a margem de erro da pesquisa é de 5 pontos porcentuais) sobre transformar a pintura definitivamente em calçada: para 47%, a pintura não deve ser substituída por calçada, já 45% acredita que sim.

De acordo com os dados apurados no estudo da Iniciativa Bloomberg, entre as pessoas consultadas, 88,3% gostaria que a intervenção se tornasse permanente, ante 11,7% contrários. A pesquisa foi realizada em duas fases, com 150 entrevistas no total: dias antes do início da intervenção e durante a implementação temporária. Dentre os entrevistados durante a intervenção, 40% mora no bairro, 50% trabalha ou estuda na região e 30% estava apenas de passagem. Dos moradores consultados, 80% é a favor de sua permanência.

A pesquisa foi elaborada pela Iniciativa Bloomberg com base na metodologia desenvolvida pela Iniciativa de Desenho de Cidades da NACTO. A coleta de dados, realizada pela Metrópole 1:1, foi viabilizada pela 99. Outros resultados deste levantamento estão disponíveis em https://www.caminharpinheiros.org/pedestres-aprovam-intervencao-temporaria-do-caminhar-pinheiros-diz-pesquisa/

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